O que o arroz me ensinou sobre Didática

 

 

 

 

Sabe aquele momento em que a ficha cai enquanto a gente faz uma coisa comum? Pois é. Eu estava na beira do fogão, mexendo o arroz, e entendi o que os professores tanto falam sobre Didática.

Muita gente acha que didática é uma palavra complicada para quem estuda muito. Mas, fazendo o almoço, percebi que didática é, na verdade, o ponto do arroz.

1. O Ingrediente Bruto (O Conhecimento)

O arroz cru, dentro do saco, é o conhecimento puro. Ele está lá, é real, mas ninguém consegue comer. Se você der o arroz cru para alguém, a pessoa não vai conseguir digerir. O conhecimento na cabeça do sábio é assim: está lá, mas se ele não souber "cozinhar", ninguém aproveita.

2. O Tempero e a Água (O Método)

A didática é o que a gente faz para o arroz ficar comestível.

  • É escolher o tempero certo (as palavras que o outro entende).

  • É saber a quantidade de água (não adianta jogar informação demais, senão o "aluno" morre afogado ou o arroz vira uma papa).

  • É o tempo de fogo (cada pessoa tem um tempo para aprender, assim como o arroz tem o tempo dele para secar).

3. O Resultado (A Aprendizagem)

Quando o arroz fica soltinho e saboroso, a gente nem lembra que ele já foi um grão duro e sem graça. A didática é esse processo de transformação: é pegar o que é "duro" (difícil) e entregar "cozido" (compreensível).


Minha Reflexão:

Aprendi que ser didático não é saber muito, é saber preparar. Se eu sei fazer um arroz que todo mundo quer comer, eu sou uma boa cozinheira. Se eu sei explicar um assunto de um jeito que todo mundo entende, eu tenho didática.

A didática, no fim das contas, é o carinho de quem cozinha para o outro não passar fome de conhecimento.

Vamos exercitar?

Pegue seu caderno, sua caneta ou lápis, por favor escreva, não aconselho digitar. Escreva sem pensar  

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